sábado, 6 de maio de 2017

E a sensação de dúvida mais uma vez me assombra. Passa por mim como se eu vivesse sob sua sombra constantemente, como se não houvesse um só raio de luz da certeza em todo o horizonte que meus olhos podem ver. E não importa o quanto pareça estar no caminho que me levará ao lugar "melhor", ainda assim estou no escuro. Como se as luzes de emergência se acendessem no corredor para indicar a saída, mas nunca encontro a porta.
E a sensação do estranho mais uma vez que alcança. Ronda minha mente como um abutre faminto, sedento pelo meu sangue que pulsa timidamente nas veias.Como se o pulsar fraco indicasse a morte, a carcaça pronta para ser devorada pelo carnívoro mais próximo. Como se não houvesse nada mais para ser feito para mudar aquele destino.
E o sentimento da raiva mais uma vez me encontra. Como se eu não tivesse conseguido me esconder bem o suficiente. Como se a luz da vela da alegria não a assustasse mais. Como se tivéssemos um caso tão intímo a ponto dela ter a chave da porta, que talvez nem estivesse trancada.
E aquele medo mais uma vez me envolve. Como se eu me encaixasse perfeitamente em seus braços. Como se não tivesse nenhum outro lugar onde eu devesse estar senão ali. Como se sua canção de ninar fosse a única que me fizesse dormir.
E minha vontade de me libertar mais uma vez grita. Como se sua voz fosse espantar todas as assombrações, como se houvesse força em si capaz de assoprar todo o monte de terra que cobriu minhas pernas e eu pudesse levantar e correr. Como se fosse possível me exorcizar da dúvida, fugir do estranho, me esconder da raiva e resistir ao medo.
E minha auto estima mais uma vez me trai. Colocando em xeque cada uma das inseguranças que me impedem de seguir, de ver minha imagem no espelho, de dar força às minhas vontades e acreditar no que eu posso fazer. Me mostrando o quão fraca eu posso ser, o quão incapaz eu sou e passando página por página do meu albúm de falhas. Colcando três defeitos para cada meia qualidade.
E as mãos da tristeza mais uma vez me acolhem. Como se pudessem me fazer colocar toda a frustração em forma de lágrimas, como se eu estivesse em casa. Me calando cada pedaço da dor que eu sinto, me deixando impossibilitada de dizer, de falar, de pedir ajuda. E se a tristeza sabe fazer algo, com certeza é calar. A tristeza cala os sonhos, cala as conexões, cala os laços e cala a esperança. Quando a tristeza joga seu lençol frio sobre nós, nos tornamos cegos. Cegos para as mãos que se estendem para nos levantar, cegos para os braços quentes de quem se importa, cegos para os ombros aconchegantes de quem nos ama e para os sorrisos e olhares de carinho. Nos torna surdos para as palavras doces, paras as canções calorosas das rádios e para os assobios da multidão. Nos prende na redoma da solidão. 
E as garras da insônia mais uma vez me arranham. Como se cada noite fosse apenas um anexo do pensamento. Como se nossas mentes não precisassem de descanso. Como se a noite fosse a extensão do dia, e as dores fossem extensão do corpo.
E as mordaças das enxaquecas mais uma vez me sufocam. Como se não fosse permitidos pedidos de socorro. Como se cada minuto fosse uma hora, e cada hora se estendesse por um dia. Como se a única saída fosse afogar em medicações para aliviar. ALIVIAR. Como se cada porta de saída desse para um novo labirinto que nunca te dessem acesso ao lado de fora do prédio.
E as minhas máscaras mais uma vez se cansam de sair. Como se não houvesse nada em mim que ainda desse conta de seguir. Já que fingir que está tudo bem não é mais uma opção. Como se a necessidade de me isolar justificasse meu fracasso. Como se não houvesse mais botão de "tente novamente" e eu devesse desligar o jogo por uns tempos. Como se pudesse apertar o botão e pausa da vida.


Hanny Writter,
07/05/2017

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Não é bem assim...


Duas pessoas: uma busca por cumplicidade. Não parece tão difícil assim, não é? É só saber conviver, ter bons momentos juntos, se divertir, gostar do toque e do que a outra pessoa lhe faz sentir... Mas não é bem assim.
Muitas vezes, mesmo que tudo pareça estar direito, os dois podem não estar satisfeitos. Um por querer mais, o outro, por querer menos.
O rapaz procurou por ela. Ele a chamou para sair, mostrou que tinha pressa, que ela era interessante e que ele não queria perder tempo. Ele, ainda na primeira semana, disse que estava apaixonado, e isso a fez tentar parar de se policiar e permitir que o que ela sentia crescesse. Ele sempre procurava por ela, desde mandar mensagem de "bom dia", até tirar uma noite ou outra da semana pra que eles passassem juntos.
Ela, então, se viu completamente entregue e apaixonada pelo rapaz, que parecia bom demais para ser verdade. Como tão carinhoso? Tão gentil, tão incrível em tantos detalhes. Como um beijo tão bom? Um toque tão marcante, um abraço com um encaixe tão perfeito? Ela só sabia se perder nos encantos, deixar a tal "razão" de lado e se deixar preencher por sentimentos alimentados pela presença dele.
Mas nenhum iria estar satisfeito. Ela queria mais, mais segurança, mais compromisso, mais dele na vida dela, na pele dela, no enroscar de pernas de cada uma das noites ao se deitar. Já ele, ele queria menos, menos investimento, menos divisão de tempo, menos obrigações de relacionamento.
E então? Agora que a moça está apaixonada, mas ele não está mais, o,que fazer? Bem, dizem que quando um não quer, dois não brigam... Então cabe a ela entender que, por mais que ele tenha sido sincero, o tempo deles terminou... E é aí que ela o vê partir... Sem certezas, sem promessas, sem a despedida, sem o toque que faz a pele dela formigar, sem o beijo que ela esperava há dias. Ela precisa deixá-lo ir, mesmo que queira apenas abraçá-lo e pedir que ele fique. Pois é, barbudo do beijo com sabor de pimenta, ela vai sentir sua falta.

sábado, 16 de agosto de 2014

Com o Tempo, passa.

O tempo toca a ferida, mostra em chaga a carne pútrida que parecia ter curado. O tempo dilacera a ferida, a mantendo não só aberta, mas em crescimento, como uma cria demoníaca de seu seio, como uma obra de seu ego infinito. O tempo acerta a ferida, recortando cada parte do ser que a tenta curar, enfraquecendo cada tímido pulsar de vontade, desmerecendo toda a esperança, matando o sistema imunológico da emoção.
 O tempo cria uma nova ferida, para provar sua crueldade, para fazer com que seja provado que uma dor não anula a outra, para que a tortura seja maior do que a morte, para que haja tamanho sofrimento que o ato de sangrar se torne um alívio. O tempo multiplica as feridas, a fim de conquistar o temor do divino, de ser mais cultuado pelo humano do que todos os deuses.
O tempo finge fechar as feridas, para que o homem tenha tanta fé no tempo que o permita controlar sua vida, deixando que o lobo se passe por ovelha. O tempo finge fechar as feridas, para que, mesmo ciente do apetite da saudade, ainda seja dito "com o Tempo, passa".

Hanny Writter,
16/08/2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Não há nada pior na vida dela do que a maldição de ser ela mesma. As vezes ela queria acordar e perceber que era tudo um sonho ruim, o problema é que ela simplesmente não consegue dormir. Ela percebe as lágrimas rolarem por seu rosto sem parar, mas ainda sim ela sente que vai sufocar com o nó preso na garganta. Ela não sabe quem culpar, simplesmente busca uma razão para sentir-se assim, se é que existe alguma além dos males que vivem dentro de sua própria cabeça.
Sua vida não é difícil, nunca foi. Ela sempre teve tudo o que precisava para viver... Boas escolas, boas notas, boa família... Embora todos a vejam como uma garota feliz e sempre bem humorada, ela não consegue ser feliz de verdade, seus sorrisos sempre escondem algo. Quando chora, ela chora sozinha, onde ninguém pode vê-la sofrer. Normalmente conta com a presença de longos banhos ou de madrugadas acompanhadas da respiração pesada dos que já dormem. Ela imagina, sozinha, formas de dar fim às suas dores, Aquelas que as pessoas dizem que ela não pode sentir, e que ela passa os dias na tentativa de esconder. É uma pena, para ela, que não tenha coragem de fazer nada, nem para melhorar, nem para fugir.
Assim ela apenas permanece na própria inércia, olhando para o seu álbum de des-conquistas, se livro de orgulho cheio de nada, suas caixas de sonhos vazias, suas planilhas de coisas não planejadas. Sem um sonho, sem nenhum motivo para seguir em frente, ela simplesmente levanta e se deita na luta de encarar cada dia na esperança de que seja o último.

Hanny Writter

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cofissões

"A união dos corpos, a tentativa de ocupar o mesmo espaço, de serem apenas um"

A lua ilumina o quartos, sua presença prateada entra pela cortina semi aberta da varanda e sua luz repousa suavemente sobre a pele clara e curvas do corpo da moça adormecida. Sentado na poltrona e com os pés apoiados na ponta da cama, o rapaz a observa dormir. Ela se mexe, se descobrindo ao rolar, deixando o seio e as pernas bem a mostra, ele analisa cada pedaço de pele exposta e sorri, ela, então, abre os olhos e afasta os cabelos do rosto. A moça mordisca os lábios enquanto seus olhos aproveitam o passeio pelo peitoral que aparece por entre a camisa desabotoada. Eles se olham e trocam silenciosas confissões apaixonadas.
Ela se senta na cama, puxando o lençol e envolvendo-o no corpo nu, dobra as pernas ao lado do corpo e se apoia nos joelhos e mãos, engatinhando até a beirada da cama, senta sobre as pernas dobradas e continua olhando para o rapaz, que apoia o cotovelo no braço da poltrona e se ajeita, observando os movimentos da garota. Ela encosta as pontas dos dedos no rosto dele, deslizando-os pela boca e descendo pelo pescoço, alcança a lateral da camisa e a afasta, deixando o peito do rapaz livre. Volta a mão para o rosto, acomodando-a sobre o maxilar dele e acariciando com o polegar os lábios do rapaz.
Ele põe a mão sobre a da moça e eles ficam assim por alguns instante até que ele coloca os pés no chão, desliza a mão pelo pescoço da moça até a nuca dela e a beija, eles se aproximam, se abraçam e se olham trocando carícias entre um beijo e outro.
Ele se levanta da poltrona e vai para a cama, apoiando o seu corpo sobre o dela e acariciando as curvas femininas enquanto a beija. Os beijos e carinhos vão ficando cada vez mais íntimos e intensos, retirando a roupa dele e descobrindo o corpo dela, permitindo a união dos corpos.
União dos corpos... Não apenas sexo, não apenas uma noite. A união dos corpos, a tentativa de ocupar o mesmo espaço, de serem apenas um, os corações batem no mesmo ritmo, as línguas estão na mesma dança, os quadris sincronizados com as almas, as mãos dadas, as pernas entrelaçadas, eles estão completos.

Hanny Writter (Erika Amaral)
21/11/2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A última rodada


http://www.youtube.com/watch?v=LSucnC2lxIY

 A garota estava assustada, seu coração parecia estar sendo pisoteado pela guerra interna entre razão e sentimento. Ela estava cansada, gasta, farta... Não conseguia simplesmente fazer de conta de que nada estava acontecendo. A indiferença dele era o que a fazia sentir como se fosse implodir, primeiro o coração, depois a cabeça, e, então, seu corpo iria cair aos poucos. 
 Ela estava descrente, nenhuma promessa, nenhum pedido de perdão, nada a convencia. Ela apenas disse "Não promete, só me mostra que eu estou errada" e assim ela terminou uma conversa com o coração mais leve mas com aquele nó na garganta que ainda incomoda tanto. "Será que eu não falei tudo? Será que falta alguma coisa?! É isso mesmo que eu quero? E se já estiver quebrado e não tiver mais conserto?" E o medo de contar novamente com ele e ser deixada na mão novamente. 
 Ela não sabia o que doía mais: falar que essa era a última chance ou saber que realmente era a última chance. Mas, maior do que a vontade de tentar fazer funcionar mais uma vez, era o medo de só se machucar mais, de piorar, de que isso só fosse o tiro de misericórdia, "Será que essa é a solução?! Não seria melhor simplesmente acabar aqui? Sentimento estúpido! É só isso que me prende a ele...". É isso que chamam de amor? Haviam contado para ela que o Amor "é ferida que dói e não se sente", mas ela sente doer, queimar, arder, machucar... Então não seria amor? Se não é amor... O que é?
 Ela continua sofrendo sozinha, olha em volta e acha as marcas das lágrimas, na mesa, no travesseiro, no rosto. E o que ela deveria fazer para querer estar com ele, para voltar a sentir a saudade de antes, para sentir falta do beijo dele, para novamente querer acordar debaixo do mesmo cobertor? Não é só a mudança dele, mas a mudança dela. Ela precisa ser conquistada novamente? Será que aquele tempo todo que passou de desgaste dela e indiferença dele pode ser recuperado? "E se já estiver quebrado e não tiver mais conserto?". Ela respira fundo mais uma vez, passa a mão no cabelo e imagina as possibilidades. "Se funcionar, se voltar a ser como deveria ter sido desde o começo, se melhorar, se mudar... Será que o primeiro erro que acontecer vai terminar tudo mesmo com todo o esforço dedicado para resolver? E se, mesmo dando essa chance ele não mudar? E se não adiantar mais. Quanto tempo mais eu vou dedicar para uma tentativa de reerguer um relacionamento falido?
 Não havia garantias, mesmo se houvesse ela não acreditaria. Não tinha nada que ele pudesse dizer, nada que ele pudesse prometer, que a fizesse sentir esperança, ela só estava desconfiada, cada passo dela era dado com precaução, com medo, testando o chão antes para não cair no buraco. Mas parecia muito mais assustador não ter mais o rapaz na vida dela. O problema é que, talvez um dia, ela precise seguir sozinha. Ela precisa melhorar a própria percepção, porque se acabar ela que vai ter que soltar os laços. 
 "Não é mais a ausência dele que me incomoda, é perceber que eu já não sinto falta como antes." Mas a chance tinha que ser dada, ela não conseguiria conviver com a própria consciência se soubesse que não fez tudo que podia, que não gastou todas as tentativas, que jogou todas as fichas. Se ela não corresse todos os riscos, ela não sentiria completa, não encontraria o final da rua. Ela disse o que ele precisava saber para dizer se queria ou não tentar mais uma vez, mostrou todas as possibilidades, tanto de dar certo quanto de dar errado e ele sabia também que era a última "ficha" que ela ia jogar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Para o azul e laranja da minha vida

Foto: eu e minha priminha (:



Queria o mundo ser belo,
Belo como és tu.
Belo como o sorriso que brota em ti,
Com a beleza que só existe em uma.


Cada pequena parte me sauda,
Me alegra...
Cada pequena parte de ti,
Detalhes que busquei no espelho, mas não vi.


Do branco puro de tua pele,
Ao toque quase sombrio de teus pensamentos.
São teus e só,
E esse excêntrico fascina.


Sobre fascinação posso dizer
Que, apenas em te ver,
Qualquer mortal se encanta,
Como fosse tu mitológica.


Mitologia, dizes, não existe,
Mas não fiques triste,
Pois cada mera ideia é real
Desde que se acredite.


E minha crença é forte,
E creio desde criança,
Naquela que me ensinou minha dança,
Nos versos de seu carinho.


Versinhos soltos para minha priminha, que tanto amo (:
Hanny Writter,  20/09/2012

Tecelagem


Foto: minha amada vozinha Dona Tonica


As mãos, visivelmente cansadas,
Teciam sem nunca terminar...
Teciam a vida em fios,
Cada entrelaçado era uma história.


As mãos, marcadas pela passagem,
Mexiam rapidamente as agulhas,
Mexiam as colheres...
Mexiam minhas emoções.


Hoje, essas mesmas mãos,
Tecem sem fios, sem agulhas,
Sem nenhuma palavra...
Tecem só meus pensamentos.


Essas mãos que teceram uma família,
Mãos que secaram lágrimas diversas,
Mãos que acalentaram corpos,
Mãos que transformavam tudo em esperança.


Essas mãos hoje repousam sobre o colo,
Aparam a cabeça adormecida,
Ajeitam, delicadamente, os cabelos brancos,
Mexem o botão da camisa.


Essas mãos carregam a fé,
As possibilidades,
Carregam as minhas mãos
E são feitas de destinos.
Essas são as mãos cansadas,
De minha avó, mulher feita de sabedoria,
Mãos que, por egoísmo,
Não consigo soltar.



Hanny Writter,
01/10/2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Incomodava o fato de nem sempre ser entendida, de nem sempre se sentir respeitada ou amada, incomodava o fato dele ser tão desligado. Incomodava o fato dela se importar tanto, querer tanto, amar tanto. É muito difícil se entregar, estar junto, conviver com as dificuldades e continuar em frente. É a ideia de cavalgar, escolhe-se o cavalo, o caminho, mas nem sempre se pode controlar tudo, como a velocidade. Quando o cavalo chega a uma velocidade muito alta, e o corpo do "montador" vai, com a inércia, sendo arremessado para cima e depois acomoda-se na sela novamente, trazendo uma sensação de insegurança, vulnerabilidade e medo mas, ao mesmo tempo, a sensação de liberdade, prazer e adrenalina, que faz valer a pena se arriscar um pouco.
Enquanto se sobe o morro e se mistura entre árvores e trilhas, em busca do desconhecido, e o cavalo relincha e continua o trote entre as folhas do chão, há a curiosidade, a expectativa e a idealização do que se vai encontrar. Aonde esse caminho leva? Deve-se ir para a direita ou esquerda? Quais são as possibilidades? E, então, depara-se com a vista, o verde, o vento, o cheiro de liberdade. Lá de cIma se vê o começo e o fim da terra, um horizonte sem descrição.

Hanny Writter
06/04/2012

domingo, 25 de março de 2012

Mensageiro


O vento sopra, silenciosamente,

O vento é quem me fala,

Ele que me conta,

Me diz coisas da vida.



O vento que assobia,

Que canta e sorri.

O vento que me chama,

Me convida a aventuras únicas.



Vou, então, aventurar-me,

Vou segui-lo, deixá-lo guiar-me.

Vou-me por montanhas, rios,

Por entre os pinheiros cantantes.



Vou-me por lugares imaginários,

Em cenários tão bem criados,

Tão reais quanto o vento que sopra.

Que me conta sobre coisas da vida.



Hanny Writter

25/03/2012

A Canção




Porque o amor é uma canção suave, de voz grave e macia


Ao som de Elvis Presley, aquela voz, aquele ritmo, aquele sentimentalismo. Algo que pede um uma dose de “uísque” e um mordiscar de lábios. Foi ao som de Elvis que ele a embalou, em pensamento. Ao som macio e gostoso que ele se pegou pensando nela. O copo se esvaziara e ele ainda pensava nela dançando ao som de Elvis.
Never know how much I love you” e ela também pensava nele. “Fever” e ela queria beijá-lo. Ela fecha os olhos e a imagem dele se projeta nas pálpebras fechadas.
This time the girl is gonna stay” e ele sorria, se acomodava melhor na cadeira e girava o copo, agora meio cheio, enquanto ainda pensava nela. “I just can't help believin'” e ela se esticava na cama, de olhos fechados, e pensava no cheiro da pele dele. Mesmo longe, parecia que ele estava ali e, de alguma forma compartilhava o momento com ela.
Ela levanta, esboça um passo ou outro e gira, gira da mesma forma que o uísque no copo dele. Os braços dela se movem lentamente, os pés dele acompanham o ritmo, ela sorri, ele também. “The wonder of you” e eles ainda pensavam no quanto seria bom estarem juntos. E a voz grave e macia continuava cantando, ela ainda dança, ele ainda sorri. “Let it be me” e ele se sentia sortudo, por amar aquela garota, aquela menina-mulher. “Always let it be me” e ela sabia que era muito bom amá-lo, ele era perfeito para a vida dela.
And I love you so” e não importa mais nada... É quando ela pega o telefone. “I guess they understand” e ele atende. “Que bom que você ligou”... “Eu só precisava ouvir sua voz”... “Sinto sua falta”... “And I love you so...” Olhos fechados, vozes que entregam um carinho enorme, almas que emanam e se misturam. “You don't have to say you love me” e nada mais foi dito. “Vou desligar...” “ bom...” sussuros de “te amo” foram mais sentidos do que ouvidos.
O piano na música, que ainda toca, traz uma nostalgia e um desejo consigo. O desejo de que não haja distância, não haja diferença, não haja barreiras. Desejo de amar sem limites, de possuir, libertar e deixar consumir, de ser um do outro e ver os verões passarem arrastados nas pontas dos pés de quem se senta no jardim e observa o céu.
"If I can dream”, se o sonho fosse doce, se fosse real, se fosse profundo, se fosse com ele, se fosse com ela, se fossem os dois juntos, se houvesse o sonho, seria este melhor do que filme, melhor do que esconder os dedos na coberta para entrelaças as pernas no frio enquanto se abraçam.
Quer saber? A distância não importa, enquanto eles se amarem nada importa. Porque os olhos se fecham e lábios se tocam, porque é tudo de corpo e de alma, coração e o que mais fizer parte de um e outro. Porque o amor é uma canção suave, de voz grave e macia, com um piano que põe ritmo na alma, cordas, que dedilhadas, elevam as sensações e um palco cheio de dois. Porque o amor é o que sentem e só.
"And I can't help fallin' in love with you”.

Hanny Writter
25/03/2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sonho


"Nem um beijo, nem uma certeza, mas foi perfeito."


Sorri, sozinha, e novamente se vira na cama. "Sei que é só um sonho... Não quero acordar". Quanto tempo ela poderia se segurar naquela pequena ilusão? Quanto tempo dura um sonho? Dentro daquele sonho ela ainda era amada, e ainda ama. Ama um ele que não está ali de verdade, que não se sabe como realmente vai. Ama.
Por quanto tempo ainda sonha? Por quanto tempo vai dormir? Ela sente a alma "voltar" para o corpo, sabe que acordou, mas continua de olhos fechados e imaginando o que poderia vir depois, até onde iria aquele sonho para deixá-la satisfeita de sonhar? Ela teria depois para quem contar? Ou ela vai preferir guardar aquela lembrança? Um sonho... e ela, por estar tão feliz, talvez nostálgica, não sabe mas nem se foi certo ou errado, foi sonho, só sonho... ?
Já acordada, mas ainda na cama, ela procura se lembrar de detalhes, tentar lembrar-se do sonho por inteiro, talvez seja melhor escrevê-lo na agenda, rápido... para que possa ler depois, quantas vezes quiser, e lembrar-se das sensações, dos sorrisos. Ela pôde sentir tudo, os olhares dele, e só dele, o cheiro, o toque da pele e o sonho não passou disso... olhares, cheiros e leves toques de pele. Nem um beijo, nem uma certeza, mas foi perfeito. "Não, não vou guardar, não vou arriscar minha pouca racionalidade com tanta fantasia, não vou me iludir com minha própria imaginação. Não". Minha própria imaginação.
É, não importa o que mude, não importa o tempo que passe, e o que passe, algumas coisas são para sempre dentro dela. Para sempre uma lembrança, um conto de fadas, uma ilusão. Para sempre aquele sentimento de menina, as idealizações de perfeição, uns momentos bonitos e é isso. O que o romantismo não faz!

Hanny Writter
22/03/2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Bom dia


"Então ele pára, ela se senta na cama, olhando para ele, que se ajeita no colo da moça mais do que depressa."


E ela sente o roçar da barba, nariz e boca em seu pescoço, que a fazem sorrir, corar e arrepiar ao mesmo tempo, ele veio acordá-la. Ela abre, timidamente, os olhos enquanto ele a observa, meio enterrado nos cabelos da moça, bem de perto. Ela mantem um olho aberto, fecha o outro e faz uma "caretinha", ele ri, ela fecha os olhos e espreguiça. "Bom dia", "Uuuhm, bom dia" "Vamos levantar?" ela ri, " tão bom aqui..." e o abraça.
Ele retribui o abraço, encosta o rosto no pescoço dela novamente, ela sorri e o abraça mais forte, acreditando que vai poder dormir mais. De repente ele começa a fazer cócegas e a repetir "Levanta, preguiçosa!" e sorrir. Ela, tentando se livrar das cócegas, cai na gargalhada. Então ele pára, ela se senta na cama, olhando para ele, que se ajeita no colo da moça mais do que depressa. "Não era pra levantar? Então bora, menino!", mas ele a abraça e continua a observá-la, os cabelos ainda bagunçados, a carinha de sono, a pele, o sorrisinho.
É por isso que ela o ama, o carinho, a atenção, o olhar perdido, o jeito... jeito do qual não consegue esquecer.

Hanny Writter
21/03/2012

terça-feira, 16 de agosto de 2011

É, e amor.

"beijando levemente os lábios cor de carmim"

Ela sorria, enquanto o vento soprava seus cabelos, os olhos, os lábios, os movimentos do corpo, a luz da lua... Ele a amava, e não podia parar de assistir a moça, que dançava na varanda do quarto. Ele apoia o corpo no portal e acompanha com os olhos cada pequena parte do corpo dela, desejando que pudesse tomá-la nos braços e deixar o mundo acabar enquanto os dois se amam. Ela sorri novamente, pára de dançar, olha para ele e pergunta "O que foi?" ele só balança a cabeça negativamente, como quem diz "Nada" e sorri de volta. Ele levanta o corpo, repousado sobre o portal, dá um ou dois passo em direção à ela, a puxa pela cintura e a abraça, beijando levemente os lábios cor de carmim, "Só pensando na sorte que eu tenho", ela sorri, envergonhada, e responde "Sorte? De que? Não sou nada demais, você sabe..." ele beija repetidas vezes o pescoço dela, fazendo cócegas, e fala, entre os 'estalinhos' "Eu que sei, posso te achar linda?". Ela sorri e o beija.

Ele a puxa para dentro, pela mão, ela o acompanha sorrindo. Ele a abraça novamente e volta a beijá-la, o abraço fica mais apertado, as mãos passeiam pelas costas, ela segura a nuca dele e suspira entre um beijo e outro, ele a puxa para mais e mais perto e escorrega os beijos para o pescoço e orelha, mas sempre retornando à boca. Ela o abraça forte como quem pede para não ser abandonada nunca, ele sussura "Eu te amo", ela sorri e responde "eu também".

Ela acorda de manhã, sorri ao ver que está ao lado dele, percebe o quanto é bom amar alguém daquela forma, mas ainda tem medo de que tudo seja ilusão... Mas o que importa agora é que ela o ama. Nada mais é importante ali, só o calor dele, o carinho e os planos que fazem juntos.


Hanny Writter,

16/08/2011


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Se é amor...




"
Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça"

Ela andava, calma, segura, nostálgica... Um pé de cada vez, primeiro as pontas, depois o calcanhar, três passos, uma pirueta. Ele a observava, hipnotizado, mãos nos bolsos, passos curtos e demorados, para que pudesse continuar observando de longe. A moça colocava os dedões do pé afundados na areia e sentia as ondas que batiam nas pernas e voltavam para o mar, o rapaz sorria e imaginava a cintura dela envolta pelos braços dele.
Ela olha para ele e sorri, o chama para perto, com uma carinha de "preciso de você aqui", ele não pode negar. Vai em direção à moça, encaixa os braços gentilmente na cintura dela, a abraça forte, cheira o pescoço dela antres de beijá-la, fazendo-a sorrir. Os braços da moça se acomodam nos ombros largos dele, uma mão pende pelas costas, a outra entrelaça os dedos nos cabelos dele. O sorriso dela não deixa dúvidas, ela é completamente apaixonada por ele, ele também sorri, mostrando, pelos olhos atentos, que a ama.
As ondas continuam a molhar as pernas, agora dos dois, e voltar para o mar, num convincente convite para os dois entrarem na água. Ela olha para o mar, volta a olhar pro rapaz, mordisca o lábio e sorri, ele responde "Quer mesmo ir?" e ri de uma maneira que a faz ter certeza de que ele é tudo que ela sempre quis, "Quero! Mas você vem comigo!" o beija, se afasta um pouco do alcance das ondas, tira o vestido de saída de banho, joga na areia junto dos sapatos, solta os cabelos e volta correndo, segura a mão do rapaz por um instante e entra, sozinha, no mar, chutando as ondas e jogando água pra cima. Ele a observa por uns segundos, a pele esposta, as curvas do corpo, a tonalidade alaranjada que o rosto dela ganha por causa do pôr-do-sol. tira a bermuda e camiseta, põe junto das coisas dela e vai atrás dela, a abraçando, jogando água, fazendo tudo que pode para continuar a ver aquele sorriso que ilumina o rosto feminino.
Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça, para quem entregou o coração e tudo o que ele deve fazer agora e deixar transparecer para a moça que ele também continua a ser aquele rapaz que vale a pena. Os corpos encostados, braços entrelaçados, lábios fundidos, as pernas dela em volta dos quadris dele, palavras e juras de amor trocadas... Sabem que não são perfeitos, sabem que nada é para sempre, sabem que a vida é cheia de separar as pessoas, mas nada é capaz de fazê-los pensar que não são perfeitos um para o outro.
"Eu te amo" ele sussura no ouvido dela, "eu também te amo!" ela responde entre sorrisos e o abraça. O sol se põe, a lua brilha no céu, os dois, deitados na areia, permanecem juntos.


Hanny Writter, 25/07/2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

De quem é a culpa?


"Você e sua mania de pensar que me intimida..."


Ela olhava fixamente nos olhos dele... Sabe quando se olha tentando ver além do rosto? Simplesmente o encarava, aquilo, ao invés de fazê-lo sentir-se incomodado, dava cada vez mais força, como a tentativa dela de intimidá-lo o fizesse ter a certeza de que ela o queria. Ela colocou mais ironia no olhar e arqueou a sobrancelha, como quem diz "Ah, então você se acha foda, é?" e ele sorriu.

Por fora ela era pedra, forte, segura, certa, inalcançável. Por dentro... ah, por dentro ela era lava, quente, insegura, ardente e louca, completamente louca... por ele. O mesmo ele que continuava a sorrir, que continuava a provocar e a fazê-la querer entrar em erupção, de raiva, vontade, ou os dois. Foi quando ela tentou dizer "O que..." "Shiu" ele a interrompe enquanto toca levemente com o dedo indicador nos lábios avermelhados dela, parecendo aproveitar muito mais o passeio pela carne rubra e macia do que de fato querer calar a mesma, "Você e sua mania de pensar que me intimida..." sorriu e ela quis esmurrá-lo, "Sua sorte é que você é linda demais... E sempre me deixa louco quando fica assim, nervosinha." ele termina de dizer e chega um pouco mais perto, a fazendo tremer por dentro, mas ela insiste na máscara que usa. "Nervosinha o cara*" ela pensa enquanto levanta mais ainda a sobrancelha esquerda, revira os olhos e balança a cabeça. "Você e sua mania de pensar que eu sou vulnerável a absolutamente tudo que você faz..." ela responde e, com as pontas dos dedos, empurra o rapaz para trás, "Amor, você não precisa fazer de conta que não quer me beijar, eu sei que você quer..." ele sorri, faz aquela cara de cachorrinho abandonado e chega mais perto, perto o suficiente para deixá-la completamente envolvida pelo garoto. Ele e o hálito fresco que a faz lembrar de tudo aquilo que ele a faz sentir.

Ela já havia quase fechado os olhos, quando 'recuperou' a consciência e o empurrou pelo ombro novamente, "Querido, acho melhor você parar com esse teatrinho de 'meu amigo disse que funciona', ok?" ela continuava séria, "Se for para errarmos nesse relacionamento, que sejam erros NOSSOS..." ela desencosta da parede, chega perto dele, ainda com cara de brava, e continua, praticamente apontando o dedo para ele, "Você poderia ser o namorado perfeito, sério, tem tudo pra ser! O único defeito que te faz ficar longe disso é ouvir seu amigo." ele se sente praticamente ofendido, quem ela pensava ser para falar dos amigos dele? Mas ela continua "Ele pode ser gente boa, ser o que for, mas ele não me conhece, ele não sabe o que vai me fazer querer estar com você, ele não é o meu namorado."

Ela suspira, olha mais uma vez para a boca do rapaz, que sempre a deixa zonza só de lembrar do toque, mas, ao invés de ouvir o próprio instinto que gritava "vai, esquece isso, beija ele, abraça ele, aceita que ele é seu!", ela virou as costas, fechou os olhos e começou a andar. Não rápido o suficiente para sumir da frente dele antes que ele caísse na real, a puxasse pelo braço e atendesse ao que o instinto queria. Com certeza o beijo mais sincero, com a maior demonstração de carinho, mais real, que ela já havia recebido. Ele desencosta os lábios dos dela enquanto encosta a própria testa na da moça, passando a mão por trás da cabeça dela, entrelaçando os dedos nos cabelos compridos e cheirosos que ela tem, ainda de olhos fechados ele diz "Você tem razão, você não é dele, você é minha, e eu prometo que vou cuidar pra que você continue sendo..." ela sorri, não consegue responder nada, só encosta a cabeça no ombro dele e o abraça. Agora sim, ela sentiu que naquele rapaz ela encontrava O namorado.

Hanny Writter
agora também no tumblr!!
http://hannywritter.tumblr.com/

sábado, 9 de julho de 2011

Lá vem o Meepoint

E aê, galerinha!
Andei sumida, eu sei!!! Essa sou eu em final de semestre, entende? hehe
De qualquer forma, hoje vim aqui pra compartilhar um link! (:
Meepoint

sábado, 4 de junho de 2011

Olá, brilhinhos nos olhos!!
Essa sou eu, sumida novamente, vindo aqui dizer oi hahaha
Bem, estou empolgada com minha nova "distração" e passei aqui para contar um pouquinho para vocês! Pois é, resolvi escrever um "livro", basicamente é uma história que vai ser vivida por dois amigos que vão viajar esse mundo em busca de respostas para suas questões...
Vou dar uma de "fofoqueira" aqui e fazer um resumão do que pretendo escrever (:
Acompanha aÊ (: hahhaha

"Sem título ainda"

Tae Joong e Seong Kim são amigos desde sempre e, quando adolescentes, resolveram que iriam viajar pelo mundo quando se formassem. Passam bastante tempo guardando dinheiro e se organizando para a tal viagem. Quando, finalmente, ambos se formam, eles vão em busca de concretizar os planos que passaram anos imaginando.
Começam a viagem pela Europa e, lá, conhecem uma mulher. Uma índia brasileira, de beleza única e cheia de mistérios escondidos por trás da cultura peculiar da moça.
Junto com vários acontecimentos, eles vão descobrindo peças chaves para que possam desvendar um grande mistério da vida... por agora acho que é só hahahaha
Btw, quando tiver algo pronto, vou postar... é isso!

domingo, 29 de maio de 2011

Sorrisos indecisos




"a raiva ou qualquer outra coisa que ela sentia desaparecem, deixando espaço apenas para a vontade incontrolável de se fundir a ele"


Como em outro dia qualquer, ela acorda, apoia o peso do corpo ainda dormente na pia, enquanto escova os dentes e observa os olhos fundos e resistentes no espelho. Passa as mãos molhadas no rosto, suspira forte e começa a tirar o pijama, desliza as mãos, ainda úmidas, pela cintura enquanto entra debaixo do chuveiro.
Com a mão no registro, fecha os olhos enquanto sente o primeiro jato de água, que cai sobre a cabeça, escorrer pelo corpo, que agora sim passa a acordar. Ela permanece imóvel sob o chuveiro por uns 30 segundos, e então começa a se lavar. A água, quente, faz com que o cheiro do sabonete tome conta do box, ela respira mais forte algumas vezes para sentir o cheiro agradável.
Fecha o registro, pega a toalha macia e seca a pele, os olhos fechados de saudade, pendura a toalha no suporte e sai pelo quarto, ainda nua, em busca de alguma roupa que não a faça pensar n'ele novamente. Se veste, sai do quarto em direção à cozinha. Remexe a geladeira em busca de algo para comer, anestesiada por lembranças, nem repara quando fecha a geladeira e prepara o pão para comer.
Deita no sofá enquanto faz um pouco de carinho no cachorrinho, alegre por vê-la acordada, que a faz sorrir pelas gracinhas que fazia para chamar a atenção da moça. Adormece no sofá, abraçada ao cachorrinho e ali fica até que o telefone toca. Se levanta, atende a ligação, era engano...
Olha no relógio, pega a bolsa e sai de casa. Entra no carro, joga a bolsa de lado, verifica o retrovisor, respira forte e dá partida no carro. Quase em piloto automático, chega ao destino, estaciona o carro e percebe que seu corpo e inconsciente a levaram para a porta da casa dele, a fez voltar pra onde dizia não queria estar. Percebe que já era tarde para fazer de conta que não esteve lá, já que havia tocado a campainha e respondido o interfone antes de perceber que estava lá.
Se culpa e chama-se de idiota várias vezes até que ele abre o portão e aquele olhar que só ele tem invade a mente da garota. Os olhos, cheios de sede, dela percorrem o rosto, cabelos, boca, ombros, braços do rapaz, a raiva ou qualquer outra coisa que ela sentia desaparecem, deixando espaço apenas para a vontade incontrolável de se fundir a ele. Ele sorri, se aproxima, passa o braço pela cintura dela, a abraça forte, olha nos olhos dela enquanto se afasta um pouco e diz "Vamo entrar, acabei de por um filme pra assistir, vem" e a pega pela mão.
Abraçados no sofá, dedos entrelaçados, a cabeça dela repousada no peito dele, o filme, o carinho, o calor, a saudade, ela nem se lembra mais do porque de estar nostálgica mais cedo, isso é se ela lembra-se de mais cedo.

Hanny Writter
29/05/2011


Olá! Este nem é o texto que eu havia escrito antes, na verdade... nem me lembro de onde o guardei! haha Bem... só para atualizar (:

sábado, 14 de maio de 2011

Ops

Olá! Passei um tempo sumida, diz aí! hehe
Tenho textos para postar, espero poder fazê-lo logo (: