sábado, 6 de maio de 2017
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Não é bem assim...
Duas pessoas: uma busca por cumplicidade. Não parece tão difícil assim, não é? É só saber conviver, ter bons momentos juntos, se divertir, gostar do toque e do que a outra pessoa lhe faz sentir... Mas não é bem assim.
Muitas vezes, mesmo que tudo pareça estar direito, os dois podem não estar satisfeitos. Um por querer mais, o outro, por querer menos.
O rapaz procurou por ela. Ele a chamou para sair, mostrou que tinha pressa, que ela era interessante e que ele não queria perder tempo. Ele, ainda na primeira semana, disse que estava apaixonado, e isso a fez tentar parar de se policiar e permitir que o que ela sentia crescesse. Ele sempre procurava por ela, desde mandar mensagem de "bom dia", até tirar uma noite ou outra da semana pra que eles passassem juntos.
Ela, então, se viu completamente entregue e apaixonada pelo rapaz, que parecia bom demais para ser verdade. Como tão carinhoso? Tão gentil, tão incrível em tantos detalhes. Como um beijo tão bom? Um toque tão marcante, um abraço com um encaixe tão perfeito? Ela só sabia se perder nos encantos, deixar a tal "razão" de lado e se deixar preencher por sentimentos alimentados pela presença dele.
Mas nenhum iria estar satisfeito. Ela queria mais, mais segurança, mais compromisso, mais dele na vida dela, na pele dela, no enroscar de pernas de cada uma das noites ao se deitar. Já ele, ele queria menos, menos investimento, menos divisão de tempo, menos obrigações de relacionamento.
E então? Agora que a moça está apaixonada, mas ele não está mais, o,que fazer? Bem, dizem que quando um não quer, dois não brigam... Então cabe a ela entender que, por mais que ele tenha sido sincero, o tempo deles terminou... E é aí que ela o vê partir... Sem certezas, sem promessas, sem a despedida, sem o toque que faz a pele dela formigar, sem o beijo que ela esperava há dias. Ela precisa deixá-lo ir, mesmo que queira apenas abraçá-lo e pedir que ele fique. Pois é, barbudo do beijo com sabor de pimenta, ela vai sentir sua falta.
sábado, 16 de agosto de 2014
Com o Tempo, passa.
O tempo cria uma nova ferida, para provar sua crueldade, para fazer com que seja provado que uma dor não anula a outra, para que a tortura seja maior do que a morte, para que haja tamanho sofrimento que o ato de sangrar se torne um alívio. O tempo multiplica as feridas, a fim de conquistar o temor do divino, de ser mais cultuado pelo humano do que todos os deuses.
O tempo finge fechar as feridas, para que o homem tenha tanta fé no tempo que o permita controlar sua vida, deixando que o lobo se passe por ovelha. O tempo finge fechar as feridas, para que, mesmo ciente do apetite da saudade, ainda seja dito "com o Tempo, passa".
Hanny Writter,
16/08/2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Sua vida não é difícil, nunca foi. Ela sempre teve tudo o que precisava para viver... Boas escolas, boas notas, boa família... Embora todos a vejam como uma garota feliz e sempre bem humorada, ela não consegue ser feliz de verdade, seus sorrisos sempre escondem algo. Quando chora, ela chora sozinha, onde ninguém pode vê-la sofrer. Normalmente conta com a presença de longos banhos ou de madrugadas acompanhadas da respiração pesada dos que já dormem. Ela imagina, sozinha, formas de dar fim às suas dores, Aquelas que as pessoas dizem que ela não pode sentir, e que ela passa os dias na tentativa de esconder. É uma pena, para ela, que não tenha coragem de fazer nada, nem para melhorar, nem para fugir.
Assim ela apenas permanece na própria inércia, olhando para o seu álbum de des-conquistas, se livro de orgulho cheio de nada, suas caixas de sonhos vazias, suas planilhas de coisas não planejadas. Sem um sonho, sem nenhum motivo para seguir em frente, ela simplesmente levanta e se deita na luta de encarar cada dia na esperança de que seja o último.
Hanny Writter
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Cofissões
A lua ilumina o quartos, sua presença prateada entra pela cortina semi aberta da varanda e sua luz repousa suavemente sobre a pele clara e curvas do corpo da moça adormecida. Sentado na poltrona e com os pés apoiados na ponta da cama, o rapaz a observa dormir. Ela se mexe, se descobrindo ao rolar, deixando o seio e as pernas bem a mostra, ele analisa cada pedaço de pele exposta e sorri, ela, então, abre os olhos e afasta os cabelos do rosto. A moça mordisca os lábios enquanto seus olhos aproveitam o passeio pelo peitoral que aparece por entre a camisa desabotoada. Eles se olham e trocam silenciosas confissões apaixonadas.
Ela se senta na cama, puxando o lençol e envolvendo-o no corpo nu, dobra as pernas ao lado do corpo e se apoia nos joelhos e mãos, engatinhando até a beirada da cama, senta sobre as pernas dobradas e continua olhando para o rapaz, que apoia o cotovelo no braço da poltrona e se ajeita, observando os movimentos da garota. Ela encosta as pontas dos dedos no rosto dele, deslizando-os pela boca e descendo pelo pescoço, alcança a lateral da camisa e a afasta, deixando o peito do rapaz livre. Volta a mão para o rosto, acomodando-a sobre o maxilar dele e acariciando com o polegar os lábios do rapaz.
Ele põe a mão sobre a da moça e eles ficam assim por alguns instante até que ele coloca os pés no chão, desliza a mão pelo pescoço da moça até a nuca dela e a beija, eles se aproximam, se abraçam e se olham trocando carícias entre um beijo e outro.
Ele se levanta da poltrona e vai para a cama, apoiando o seu corpo sobre o dela e acariciando as curvas femininas enquanto a beija. Os beijos e carinhos vão ficando cada vez mais íntimos e intensos, retirando a roupa dele e descobrindo o corpo dela, permitindo a união dos corpos.
União dos corpos... Não apenas sexo, não apenas uma noite. A união dos corpos, a tentativa de ocupar o mesmo espaço, de serem apenas um, os corações batem no mesmo ritmo, as línguas estão na mesma dança, os quadris sincronizados com as almas, as mãos dadas, as pernas entrelaçadas, eles estão completos.
Hanny Writter (Erika Amaral)
21/11/2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A última rodada
http://www.youtube.com/watch?v=LSucnC2lxIY
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Para o azul e laranja da minha vida
Queria o mundo ser belo,
Belo como és tu.
Belo como o sorriso que brota em ti,
Com a beleza que só existe em uma.
Cada pequena parte me sauda,
Me alegra...
Cada pequena parte de ti,
Detalhes que busquei no espelho, mas não vi.
Do branco puro de tua pele,
Ao toque quase sombrio de teus pensamentos.
São teus e só,
E esse excêntrico fascina.
Sobre fascinação posso dizer
Que, apenas em te ver,
Qualquer mortal se encanta,
Como fosse tu mitológica.
Mitologia, dizes, não existe,
Mas não fiques triste,
Pois cada mera ideia é real
Desde que se acredite.
E minha crença é forte,
E creio desde criança,
Naquela que me ensinou minha dança,
Nos versos de seu carinho.
Versinhos soltos para minha priminha, que tanto amo (:
Hanny Writter, 20/09/2012
Tecelagem
As mãos, visivelmente cansadas,
Teciam sem nunca terminar...
Teciam a vida em fios,
Cada entrelaçado era uma história.
As mãos, marcadas pela passagem,
Mexiam rapidamente as agulhas,
Mexiam as colheres...
Mexiam minhas emoções.
Hoje, essas mesmas mãos,
Tecem sem fios, sem agulhas,
Sem nenhuma palavra...
Tecem só meus pensamentos.
Essas mãos que teceram uma família,
Mãos que secaram lágrimas diversas,
Mãos que acalentaram corpos,
Mãos que transformavam tudo em esperança.
Essas mãos hoje repousam sobre o colo,
Aparam a cabeça adormecida,
Ajeitam, delicadamente, os cabelos brancos,
Mexem o botão da camisa.
Essas mãos carregam a fé,
As possibilidades,
Carregam as minhas mãos
E são feitas de destinos.Essas são as mãos cansadas,
De minha avó, mulher feita de sabedoria,
Mãos que, por egoísmo,
Não consigo soltar.
Hanny Writter,01/10/2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Mensageiro
O vento sopra, silenciosamente,
O vento é quem me fala,
Ele que me conta,
Me diz coisas da vida.
O vento que assobia,
Que canta e sorri.
O vento que me chama,
Me convida a aventuras únicas.
Vou, então, aventurar-me,
Vou segui-lo, deixá-lo guiar-me.
Vou-me por montanhas, rios,
Por entre os pinheiros cantantes.
Vou-me por lugares imaginários,
Em cenários tão bem criados,
Tão reais quanto o vento que sopra.
Que me conta sobre coisas da vida.
Hanny Writter
25/03/2012
A Canção
quinta-feira, 22 de março de 2012
Sonho

terça-feira, 20 de março de 2012
Bom dia

terça-feira, 16 de agosto de 2011
É, e amor.
"beijando levemente os lábios cor de carmim"
Ela sorria, enquanto o vento soprava seus cabelos, os olhos, os lábios, os movimentos do corpo, a luz da lua... Ele a amava, e não podia parar de assistir a moça, que dançava na varanda do quarto. Ele apoia o corpo no portal e acompanha com os olhos cada pequena parte do corpo dela, desejando que pudesse tomá-la nos braços e deixar o mundo acabar enquanto os dois se amam. Ela sorri novamente, pára de dançar, olha para ele e pergunta "O que foi?" ele só balança a cabeça negativamente, como quem diz "Nada" e sorri de volta. Ele levanta o corpo, repousado sobre o portal, dá um ou dois passo em direção à ela, a puxa pela cintura e a abraça, beijando levemente os lábios cor de carmim, "Só pensando na sorte que eu tenho", ela sorri, envergonhada, e responde "Sorte? De que? Não sou nada demais, você sabe..." ele beija repetidas vezes o pescoço dela, fazendo cócegas, e fala, entre os 'estalinhos' "Eu que sei, posso te achar linda?". Ela sorri e o beija.
Ele a puxa para dentro, pela mão, ela o acompanha sorrindo. Ele a abraça novamente e volta a beijá-la, o abraço fica mais apertado, as mãos passeiam pelas costas, ela segura a nuca dele e suspira entre um beijo e outro, ele a puxa para mais e mais perto e escorrega os beijos para o pescoço e orelha, mas sempre retornando à boca. Ela o abraça forte como quem pede para não ser abandonada nunca, ele sussura "Eu te amo", ela sorri e responde "eu também".
Ela acorda de manhã, sorri ao ver que está ao lado dele, percebe o quanto é bom amar alguém daquela forma, mas ainda tem medo de que tudo seja ilusão... Mas o que importa agora é que ela o ama. Nada mais é importante ali, só o calor dele, o carinho e os planos que fazem juntos.
Hanny Writter,
16/08/2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Se é amor...

"Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça"
Ela andava, calma, segura, nostálgica... Um pé de cada vez, primeiro as pontas, depois o calcanhar, três passos, uma pirueta. Ele a observava, hipnotizado, mãos nos bolsos, passos curtos e demorados, para que pudesse continuar observando de longe. A moça colocava os dedões do pé afundados na areia e sentia as ondas que batiam nas pernas e voltavam para o mar, o rapaz sorria e imaginava a cintura dela envolta pelos braços dele.
Ela olha para ele e sorri, o chama para perto, com uma carinha de "preciso de você aqui", ele não pode negar. Vai em direção à moça, encaixa os braços gentilmente na cintura dela, a abraça forte, cheira o pescoço dela antres de beijá-la, fazendo-a sorrir. Os braços da moça se acomodam nos ombros largos dele, uma mão pende pelas costas, a outra entrelaça os dedos nos cabelos dele. O sorriso dela não deixa dúvidas, ela é completamente apaixonada por ele, ele também sorri, mostrando, pelos olhos atentos, que a ama.
As ondas continuam a molhar as pernas, agora dos dois, e voltar para o mar, num convincente convite para os dois entrarem na água. Ela olha para o mar, volta a olhar pro rapaz, mordisca o lábio e sorri, ele responde "Quer mesmo ir?" e ri de uma maneira que a faz ter certeza de que ele é tudo que ela sempre quis, "Quero! Mas você vem comigo!" o beija, se afasta um pouco do alcance das ondas, tira o vestido de saída de banho, joga na areia junto dos sapatos, solta os cabelos e volta correndo, segura a mão do rapaz por um instante e entra, sozinha, no mar, chutando as ondas e jogando água pra cima. Ele a observa por uns segundos, a pele esposta, as curvas do corpo, a tonalidade alaranjada que o rosto dela ganha por causa do pôr-do-sol. tira a bermuda e camiseta, põe junto das coisas dela e vai atrás dela, a abraçando, jogando água, fazendo tudo que pode para continuar a ver aquele sorriso que ilumina o rosto feminino.
Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça, para quem entregou o coração e tudo o que ele deve fazer agora e deixar transparecer para a moça que ele também continua a ser aquele rapaz que vale a pena. Os corpos encostados, braços entrelaçados, lábios fundidos, as pernas dela em volta dos quadris dele, palavras e juras de amor trocadas... Sabem que não são perfeitos, sabem que nada é para sempre, sabem que a vida é cheia de separar as pessoas, mas nada é capaz de fazê-los pensar que não são perfeitos um para o outro.
"Eu te amo" ele sussura no ouvido dela, "eu também te amo!" ela responde entre sorrisos e o abraça. O sol se põe, a lua brilha no céu, os dois, deitados na areia, permanecem juntos.
Hanny Writter, 25/07/2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
De quem é a culpa?

"Você e sua mania de pensar que me intimida..."
Ela olhava fixamente nos olhos dele... Sabe quando se olha tentando ver além do rosto? Simplesmente o encarava, aquilo, ao invés de fazê-lo sentir-se incomodado, dava cada vez mais força, como a tentativa dela de intimidá-lo o fizesse ter a certeza de que ela o queria. Ela colocou mais ironia no olhar e arqueou a sobrancelha, como quem diz "Ah, então você se acha foda, é?" e ele sorriu.
Por fora ela era pedra, forte, segura, certa, inalcançável. Por dentro... ah, por dentro ela era lava, quente, insegura, ardente e louca, completamente louca... por ele. O mesmo ele que continuava a sorrir, que continuava a provocar e a fazê-la querer entrar em erupção, de raiva, vontade, ou os dois. Foi quando ela tentou dizer "O que..." "Shiu" ele a interrompe enquanto toca levemente com o dedo indicador nos lábios avermelhados dela, parecendo aproveitar muito mais o passeio pela carne rubra e macia do que de fato querer calar a mesma, "Você e sua mania de pensar que me intimida..." sorriu e ela quis esmurrá-lo, "Sua sorte é que você é linda demais... E sempre me deixa louco quando fica assim, nervosinha." ele termina de dizer e chega um pouco mais perto, a fazendo tremer por dentro, mas ela insiste na máscara que usa. "Nervosinha o cara*" ela pensa enquanto levanta mais ainda a sobrancelha esquerda, revira os olhos e balança a cabeça. "Você e sua mania de pensar que eu sou vulnerável a absolutamente tudo que você faz..." ela responde e, com as pontas dos dedos, empurra o rapaz para trás, "Amor, você não precisa fazer de conta que não quer me beijar, eu sei que você quer..." ele sorri, faz aquela cara de cachorrinho abandonado e chega mais perto, perto o suficiente para deixá-la completamente envolvida pelo garoto. Ele e o hálito fresco que a faz lembrar de tudo aquilo que ele a faz sentir.
Ela já havia quase fechado os olhos, quando 'recuperou' a consciência e o empurrou pelo ombro novamente, "Querido, acho melhor você parar com esse teatrinho de 'meu amigo disse que funciona', ok?" ela continuava séria, "Se for para errarmos nesse relacionamento, que sejam erros NOSSOS..." ela desencosta da parede, chega perto dele, ainda com cara de brava, e continua, praticamente apontando o dedo para ele, "Você poderia ser o namorado perfeito, sério, tem tudo pra ser! O único defeito que te faz ficar longe disso é ouvir seu amigo." ele se sente praticamente ofendido, quem ela pensava ser para falar dos amigos dele? Mas ela continua "Ele pode ser gente boa, ser o que for, mas ele não me conhece, ele não sabe o que vai me fazer querer estar com você, ele não é o meu namorado."
Ela suspira, olha mais uma vez para a boca do rapaz, que sempre a deixa zonza só de lembrar do toque, mas, ao invés de ouvir o próprio instinto que gritava "vai, esquece isso, beija ele, abraça ele, aceita que ele é seu!", ela virou as costas, fechou os olhos e começou a andar. Não rápido o suficiente para sumir da frente dele antes que ele caísse na real, a puxasse pelo braço e atendesse ao que o instinto queria. Com certeza o beijo mais sincero, com a maior demonstração de carinho, mais real, que ela já havia recebido. Ele desencosta os lábios dos dela enquanto encosta a própria testa na da moça, passando a mão por trás da cabeça dela, entrelaçando os dedos nos cabelos compridos e cheirosos que ela tem, ainda de olhos fechados ele diz "Você tem razão, você não é dele, você é minha, e eu prometo que vou cuidar pra que você continue sendo..." ela sorri, não consegue responder nada, só encosta a cabeça no ombro dele e o abraça. Agora sim, ela sentiu que naquele rapaz ela encontrava O namorado.


