domingo, 25 de março de 2012

A Canção




Porque o amor é uma canção suave, de voz grave e macia


Ao som de Elvis Presley, aquela voz, aquele ritmo, aquele sentimentalismo. Algo que pede um uma dose de “uísque” e um mordiscar de lábios. Foi ao som de Elvis que ele a embalou, em pensamento. Ao som macio e gostoso que ele se pegou pensando nela. O copo se esvaziara e ele ainda pensava nela dançando ao som de Elvis.
Never know how much I love you” e ela também pensava nele. “Fever” e ela queria beijá-lo. Ela fecha os olhos e a imagem dele se projeta nas pálpebras fechadas.
This time the girl is gonna stay” e ele sorria, se acomodava melhor na cadeira e girava o copo, agora meio cheio, enquanto ainda pensava nela. “I just can't help believin'” e ela se esticava na cama, de olhos fechados, e pensava no cheiro da pele dele. Mesmo longe, parecia que ele estava ali e, de alguma forma compartilhava o momento com ela.
Ela levanta, esboça um passo ou outro e gira, gira da mesma forma que o uísque no copo dele. Os braços dela se movem lentamente, os pés dele acompanham o ritmo, ela sorri, ele também. “The wonder of you” e eles ainda pensavam no quanto seria bom estarem juntos. E a voz grave e macia continuava cantando, ela ainda dança, ele ainda sorri. “Let it be me” e ele se sentia sortudo, por amar aquela garota, aquela menina-mulher. “Always let it be me” e ela sabia que era muito bom amá-lo, ele era perfeito para a vida dela.
And I love you so” e não importa mais nada... É quando ela pega o telefone. “I guess they understand” e ele atende. “Que bom que você ligou”... “Eu só precisava ouvir sua voz”... “Sinto sua falta”... “And I love you so...” Olhos fechados, vozes que entregam um carinho enorme, almas que emanam e se misturam. “You don't have to say you love me” e nada mais foi dito. “Vou desligar...” “ bom...” sussuros de “te amo” foram mais sentidos do que ouvidos.
O piano na música, que ainda toca, traz uma nostalgia e um desejo consigo. O desejo de que não haja distância, não haja diferença, não haja barreiras. Desejo de amar sem limites, de possuir, libertar e deixar consumir, de ser um do outro e ver os verões passarem arrastados nas pontas dos pés de quem se senta no jardim e observa o céu.
"If I can dream”, se o sonho fosse doce, se fosse real, se fosse profundo, se fosse com ele, se fosse com ela, se fossem os dois juntos, se houvesse o sonho, seria este melhor do que filme, melhor do que esconder os dedos na coberta para entrelaças as pernas no frio enquanto se abraçam.
Quer saber? A distância não importa, enquanto eles se amarem nada importa. Porque os olhos se fecham e lábios se tocam, porque é tudo de corpo e de alma, coração e o que mais fizer parte de um e outro. Porque o amor é uma canção suave, de voz grave e macia, com um piano que põe ritmo na alma, cordas, que dedilhadas, elevam as sensações e um palco cheio de dois. Porque o amor é o que sentem e só.
"And I can't help fallin' in love with you”.

Hanny Writter
25/03/2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sonho


"Nem um beijo, nem uma certeza, mas foi perfeito."


Sorri, sozinha, e novamente se vira na cama. "Sei que é só um sonho... Não quero acordar". Quanto tempo ela poderia se segurar naquela pequena ilusão? Quanto tempo dura um sonho? Dentro daquele sonho ela ainda era amada, e ainda ama. Ama um ele que não está ali de verdade, que não se sabe como realmente vai. Ama.
Por quanto tempo ainda sonha? Por quanto tempo vai dormir? Ela sente a alma "voltar" para o corpo, sabe que acordou, mas continua de olhos fechados e imaginando o que poderia vir depois, até onde iria aquele sonho para deixá-la satisfeita de sonhar? Ela teria depois para quem contar? Ou ela vai preferir guardar aquela lembrança? Um sonho... e ela, por estar tão feliz, talvez nostálgica, não sabe mas nem se foi certo ou errado, foi sonho, só sonho... ?
Já acordada, mas ainda na cama, ela procura se lembrar de detalhes, tentar lembrar-se do sonho por inteiro, talvez seja melhor escrevê-lo na agenda, rápido... para que possa ler depois, quantas vezes quiser, e lembrar-se das sensações, dos sorrisos. Ela pôde sentir tudo, os olhares dele, e só dele, o cheiro, o toque da pele e o sonho não passou disso... olhares, cheiros e leves toques de pele. Nem um beijo, nem uma certeza, mas foi perfeito. "Não, não vou guardar, não vou arriscar minha pouca racionalidade com tanta fantasia, não vou me iludir com minha própria imaginação. Não". Minha própria imaginação.
É, não importa o que mude, não importa o tempo que passe, e o que passe, algumas coisas são para sempre dentro dela. Para sempre uma lembrança, um conto de fadas, uma ilusão. Para sempre aquele sentimento de menina, as idealizações de perfeição, uns momentos bonitos e é isso. O que o romantismo não faz!

Hanny Writter
22/03/2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Bom dia


"Então ele pára, ela se senta na cama, olhando para ele, que se ajeita no colo da moça mais do que depressa."


E ela sente o roçar da barba, nariz e boca em seu pescoço, que a fazem sorrir, corar e arrepiar ao mesmo tempo, ele veio acordá-la. Ela abre, timidamente, os olhos enquanto ele a observa, meio enterrado nos cabelos da moça, bem de perto. Ela mantem um olho aberto, fecha o outro e faz uma "caretinha", ele ri, ela fecha os olhos e espreguiça. "Bom dia", "Uuuhm, bom dia" "Vamos levantar?" ela ri, " tão bom aqui..." e o abraça.
Ele retribui o abraço, encosta o rosto no pescoço dela novamente, ela sorri e o abraça mais forte, acreditando que vai poder dormir mais. De repente ele começa a fazer cócegas e a repetir "Levanta, preguiçosa!" e sorrir. Ela, tentando se livrar das cócegas, cai na gargalhada. Então ele pára, ela se senta na cama, olhando para ele, que se ajeita no colo da moça mais do que depressa. "Não era pra levantar? Então bora, menino!", mas ele a abraça e continua a observá-la, os cabelos ainda bagunçados, a carinha de sono, a pele, o sorrisinho.
É por isso que ela o ama, o carinho, a atenção, o olhar perdido, o jeito... jeito do qual não consegue esquecer.

Hanny Writter
21/03/2012

terça-feira, 16 de agosto de 2011

É, e amor.

"beijando levemente os lábios cor de carmim"

Ela sorria, enquanto o vento soprava seus cabelos, os olhos, os lábios, os movimentos do corpo, a luz da lua... Ele a amava, e não podia parar de assistir a moça, que dançava na varanda do quarto. Ele apoia o corpo no portal e acompanha com os olhos cada pequena parte do corpo dela, desejando que pudesse tomá-la nos braços e deixar o mundo acabar enquanto os dois se amam. Ela sorri novamente, pára de dançar, olha para ele e pergunta "O que foi?" ele só balança a cabeça negativamente, como quem diz "Nada" e sorri de volta. Ele levanta o corpo, repousado sobre o portal, dá um ou dois passo em direção à ela, a puxa pela cintura e a abraça, beijando levemente os lábios cor de carmim, "Só pensando na sorte que eu tenho", ela sorri, envergonhada, e responde "Sorte? De que? Não sou nada demais, você sabe..." ele beija repetidas vezes o pescoço dela, fazendo cócegas, e fala, entre os 'estalinhos' "Eu que sei, posso te achar linda?". Ela sorri e o beija.

Ele a puxa para dentro, pela mão, ela o acompanha sorrindo. Ele a abraça novamente e volta a beijá-la, o abraço fica mais apertado, as mãos passeiam pelas costas, ela segura a nuca dele e suspira entre um beijo e outro, ele a puxa para mais e mais perto e escorrega os beijos para o pescoço e orelha, mas sempre retornando à boca. Ela o abraça forte como quem pede para não ser abandonada nunca, ele sussura "Eu te amo", ela sorri e responde "eu também".

Ela acorda de manhã, sorri ao ver que está ao lado dele, percebe o quanto é bom amar alguém daquela forma, mas ainda tem medo de que tudo seja ilusão... Mas o que importa agora é que ela o ama. Nada mais é importante ali, só o calor dele, o carinho e os planos que fazem juntos.


Hanny Writter,

16/08/2011


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Se é amor...




"
Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça"

Ela andava, calma, segura, nostálgica... Um pé de cada vez, primeiro as pontas, depois o calcanhar, três passos, uma pirueta. Ele a observava, hipnotizado, mãos nos bolsos, passos curtos e demorados, para que pudesse continuar observando de longe. A moça colocava os dedões do pé afundados na areia e sentia as ondas que batiam nas pernas e voltavam para o mar, o rapaz sorria e imaginava a cintura dela envolta pelos braços dele.
Ela olha para ele e sorri, o chama para perto, com uma carinha de "preciso de você aqui", ele não pode negar. Vai em direção à moça, encaixa os braços gentilmente na cintura dela, a abraça forte, cheira o pescoço dela antres de beijá-la, fazendo-a sorrir. Os braços da moça se acomodam nos ombros largos dele, uma mão pende pelas costas, a outra entrelaça os dedos nos cabelos dele. O sorriso dela não deixa dúvidas, ela é completamente apaixonada por ele, ele também sorri, mostrando, pelos olhos atentos, que a ama.
As ondas continuam a molhar as pernas, agora dos dois, e voltar para o mar, num convincente convite para os dois entrarem na água. Ela olha para o mar, volta a olhar pro rapaz, mordisca o lábio e sorri, ele responde "Quer mesmo ir?" e ri de uma maneira que a faz ter certeza de que ele é tudo que ela sempre quis, "Quero! Mas você vem comigo!" o beija, se afasta um pouco do alcance das ondas, tira o vestido de saída de banho, joga na areia junto dos sapatos, solta os cabelos e volta correndo, segura a mão do rapaz por um instante e entra, sozinha, no mar, chutando as ondas e jogando água pra cima. Ele a observa por uns segundos, a pele esposta, as curvas do corpo, a tonalidade alaranjada que o rosto dela ganha por causa do pôr-do-sol. tira a bermuda e camiseta, põe junto das coisas dela e vai atrás dela, a abraçando, jogando água, fazendo tudo que pode para continuar a ver aquele sorriso que ilumina o rosto feminino.
Linda, amada, apaixonada, entregue, meiga... Essa é a menina que o fez perder a cabeça, para quem entregou o coração e tudo o que ele deve fazer agora e deixar transparecer para a moça que ele também continua a ser aquele rapaz que vale a pena. Os corpos encostados, braços entrelaçados, lábios fundidos, as pernas dela em volta dos quadris dele, palavras e juras de amor trocadas... Sabem que não são perfeitos, sabem que nada é para sempre, sabem que a vida é cheia de separar as pessoas, mas nada é capaz de fazê-los pensar que não são perfeitos um para o outro.
"Eu te amo" ele sussura no ouvido dela, "eu também te amo!" ela responde entre sorrisos e o abraça. O sol se põe, a lua brilha no céu, os dois, deitados na areia, permanecem juntos.


Hanny Writter, 25/07/2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

De quem é a culpa?


"Você e sua mania de pensar que me intimida..."


Ela olhava fixamente nos olhos dele... Sabe quando se olha tentando ver além do rosto? Simplesmente o encarava, aquilo, ao invés de fazê-lo sentir-se incomodado, dava cada vez mais força, como a tentativa dela de intimidá-lo o fizesse ter a certeza de que ela o queria. Ela colocou mais ironia no olhar e arqueou a sobrancelha, como quem diz "Ah, então você se acha foda, é?" e ele sorriu.

Por fora ela era pedra, forte, segura, certa, inalcançável. Por dentro... ah, por dentro ela era lava, quente, insegura, ardente e louca, completamente louca... por ele. O mesmo ele que continuava a sorrir, que continuava a provocar e a fazê-la querer entrar em erupção, de raiva, vontade, ou os dois. Foi quando ela tentou dizer "O que..." "Shiu" ele a interrompe enquanto toca levemente com o dedo indicador nos lábios avermelhados dela, parecendo aproveitar muito mais o passeio pela carne rubra e macia do que de fato querer calar a mesma, "Você e sua mania de pensar que me intimida..." sorriu e ela quis esmurrá-lo, "Sua sorte é que você é linda demais... E sempre me deixa louco quando fica assim, nervosinha." ele termina de dizer e chega um pouco mais perto, a fazendo tremer por dentro, mas ela insiste na máscara que usa. "Nervosinha o cara*" ela pensa enquanto levanta mais ainda a sobrancelha esquerda, revira os olhos e balança a cabeça. "Você e sua mania de pensar que eu sou vulnerável a absolutamente tudo que você faz..." ela responde e, com as pontas dos dedos, empurra o rapaz para trás, "Amor, você não precisa fazer de conta que não quer me beijar, eu sei que você quer..." ele sorri, faz aquela cara de cachorrinho abandonado e chega mais perto, perto o suficiente para deixá-la completamente envolvida pelo garoto. Ele e o hálito fresco que a faz lembrar de tudo aquilo que ele a faz sentir.

Ela já havia quase fechado os olhos, quando 'recuperou' a consciência e o empurrou pelo ombro novamente, "Querido, acho melhor você parar com esse teatrinho de 'meu amigo disse que funciona', ok?" ela continuava séria, "Se for para errarmos nesse relacionamento, que sejam erros NOSSOS..." ela desencosta da parede, chega perto dele, ainda com cara de brava, e continua, praticamente apontando o dedo para ele, "Você poderia ser o namorado perfeito, sério, tem tudo pra ser! O único defeito que te faz ficar longe disso é ouvir seu amigo." ele se sente praticamente ofendido, quem ela pensava ser para falar dos amigos dele? Mas ela continua "Ele pode ser gente boa, ser o que for, mas ele não me conhece, ele não sabe o que vai me fazer querer estar com você, ele não é o meu namorado."

Ela suspira, olha mais uma vez para a boca do rapaz, que sempre a deixa zonza só de lembrar do toque, mas, ao invés de ouvir o próprio instinto que gritava "vai, esquece isso, beija ele, abraça ele, aceita que ele é seu!", ela virou as costas, fechou os olhos e começou a andar. Não rápido o suficiente para sumir da frente dele antes que ele caísse na real, a puxasse pelo braço e atendesse ao que o instinto queria. Com certeza o beijo mais sincero, com a maior demonstração de carinho, mais real, que ela já havia recebido. Ele desencosta os lábios dos dela enquanto encosta a própria testa na da moça, passando a mão por trás da cabeça dela, entrelaçando os dedos nos cabelos compridos e cheirosos que ela tem, ainda de olhos fechados ele diz "Você tem razão, você não é dele, você é minha, e eu prometo que vou cuidar pra que você continue sendo..." ela sorri, não consegue responder nada, só encosta a cabeça no ombro dele e o abraça. Agora sim, ela sentiu que naquele rapaz ela encontrava O namorado.

Hanny Writter
agora também no tumblr!!
http://hannywritter.tumblr.com/

sábado, 9 de julho de 2011

Lá vem o Meepoint

E aê, galerinha!
Andei sumida, eu sei!!! Essa sou eu em final de semestre, entende? hehe
De qualquer forma, hoje vim aqui pra compartilhar um link! (:
Meepoint